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QUAL A DIFERENÇA ENTRE PSICÓLOGO E PSICANALISTA?

30/11/2017 imprimir


Qual a diferença entre PSICÓLOGO e PSICANALISTA?

O que se quer saber quando surge essa pergunta? 

Se for sobre os aspectos do profissional, a explicação seria:
O Psicólogo, possui formação em Psicologia e possui também uma pós-graduação, especialização, mestrado ou doutorado, na área ou áreas em que ele pretenderá atuar, como por exemplo: Psicologia Cognitiva Comportamental, Fenomenológica, Psicanalítica, Escolar, Hospitalar, Social entre outras. O Psicólogo poderá também ter uma formação por um Instituto de Psicanálise e obter o título de Psicanalista.
Além do psicólogo, profissionais de outras áreas também podem se candidatar a formação em Psicanálise, como médicos, filósofos, sociólogos, enfermeiros e demais profissões. Percebe-se também uma variedade de nomenclaturas dentro do campo psicanalítico, como Psicanálise Clássica, Lacaniana, Junguiana, Reichiniana e outras. Cada uma delas possuirá um Instituto que regulara a formação do profissional dentro do construto teórico especifico. Quando essa pergunta quer se referir a uma tomada de decisão, sobre qual profissional escolher, deve-se considerar que uma consulta a qualquer um deles para uma orientação e encaminhamento poderá ser de grande valia. Em casos específicos, como por exemplo, dificuldade escolar, pode-se procurar o profissional que atua na área da Psicologia Escolar. Mas, se a questão da escolha for: o que devo fazer, uma psicoterapia ou uma análise? Essa questão também necessitaria de uma avaliação junto ao profissional, psicólogo ou psicanalista. Pois, ocorre que muitas pessoas se identificam mais com a Psicoterapia enquanto outros com a Psicanálise.
Então, para se chegar ao ponto, teríamos que a Psicoterapia é um processo que se diferencia da Psicanálise, principalmente pelos aspectos de que para o trabalho analítico, o inconsciente é o objeto de atenção do psicanalista. Além disso, o psicanalista considera durante a relação com o paciente as condições de: transferência, resistência e interpretação. Ao psicanalista também caberá a decisão de que o processo analítico irá ou não beneficiar aquela pessoa, se ela terá condições de investir, se ela suportará os limites do método do processo e se a capacidade de sublimação corresponderá ao que lhe será exigido pela natureza do processo analítico.
Já na linha da psicoterapia o enfoque poderá estar no comportamento humano ou ainda na consciência humana ou na personalidade ou mesmo em aspectos do inconsciente.
De modo geral, poder-se-ia dizer que para a indicação de psicoterapia deve-se levar em conta as condições de procura da pessoa frente as suas dificuldades, como por exemplo: separação recente, fracasso sentimental, luto, vexames profissionais, etc. E a psicoterapia permitiria ajudar essa pessoa a atravessar o período difícil como também o orientaria num sentido analítico para uma elaboração e elucidação do conflito. Muitas vezes, inicia-se por um processo psicoterapêutico, para num futuro passar pelo processo analítico.

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