BULLYING NA ESCOLA

17/11/2017 imprimir


BULLYING NA ESCOLA!

Não é de hoje que crianças e adolescentes sofrem com o BULLYING, uma forma de violência escolar que causa preocupação entre os pais, educadores e a sociedade em geral.
Esse tipo de VIOLÊNCIA foi estudado por Dan Olweus na década de 1970 e o assunto tomou importância em 1982 quando três estudantes noruegueses, com idade entre 10 e 14 anos, cometeram suicídio em consequência da ação de bullying sofrida no ambiente escolar.
Classificado como uma subcategoria de agressão e comportamento AGRESSIVO, o bullying se caracteriza pela repetitividade, intencionalidade e assimetria de forças. No contexto escolar o bullying se apresenta nos mais diferenciados personagens: as vítimas, os agressores, as vítimas-agressoras e os espectadores. As vítimas geralmente constituem o grupo dos alunos mais novos, sofrem com a vergonha, o medo, a depressão, a ansiedade e não veem perspectiva de adaptação ao grupo. Geralmente, os agressores sofrem com a violência doméstica e a reproduzem na escola ou ainda sentem a necessidade de manter o status ou posição de destaque no grupo. A necessidade de pertencimento ao grupo e a obtenção de status ou popularidade dentro do grupo são fatores a serem considerados para compreender a dinâmica de interação que envolve os agressores, as vítimas e os espectadores. Um grupo é regido por normas, embora não sejam formais e explicitas, os participantes tendem a valorizar aqueles participantes agressivos ou agressores, atribuindo a estes o papel de protetores contra possível experiência de vitimização.Aos espectadores, caberia um importante papel de intervenção no grupo, pois com argumentos apropriados o agressor perderia o apoio do grupo e o seu comportamento agressivo não teria mais o ambiente fértil para se fortificar.

A manifestação do bullying pode ser percebida pelos comportamentos agressivos, na ordem da agressão física, verbal, moral ou psicológica e sexual. Também, pode ser diferenciado pela forma direta ou indireta. O bullying direto aparece nas agressões físicas e verbais, como empurrar, chutar, bater, roubar pertences, colocar apelidos pejorativos, etc. O bullying indireto implica uma forma mais sutil de vitimização, como difamação, isolamento, exclusão social, indiferença, etc.No ambiente escolar, os educadores estão em contato direto e diário com os alunos, e podem identificar mais facilmente as ações de bullying, adotando estratégias e intervenções de enfrentamento e prevenção dos comportamentos agressivos e violentos. Observa-se, entretanto, que há uma falta de discriminação entre bullying e brincadeiras inerentes a idade, quando se trata do bullying indireto, que é praticado de forma velada. Normalmente, as vítimas relatam aos pais ou responsáveis sobre as agressões sofridas, embora as meninas sejam as que fazem mais uso desse recurso, os meninos percebem-se mais inseguros para fazer uso desse expediente, pois sentem que colocariam em risco sua masculinidade, muitas vezes reforçada pelos pais. Outras vezes, os próprios colegas se colocam em defesa desses alunos vitimizados, aparecendo com frequência as meninas como mais defensoras das vítimas que os meninos.Como se vê a interação entre pais e filhos é de suma importância, pois somente um ambiente acolhedor e compreensivo é capaz de tornar essa relação apropriada como recurso para a criança recorrer nos momentos em que se vê vulnerável a essa violência social.A comunicação dos pais com a escola, sobre essa situação torna-se imprescindivel, pois somente dessa forma é que as estratégias de enfrentamento do bullying poderão ser acompanhadas e enfrentadas a fim de minimizar os danos aos envolvidos. Quando necessário, a orientação e avaliação com um psicólogo pode ser produtivo tanto para a criança/adolescente como para os próprios pais e a escola.

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