O QUE É DEPRESSÃO?

15/08/2017 imprimir


É certo que praticamente todo mundo (INCLUSIVE VOCÊ) já passou por algum momento de tristeza. Bom, nada mais comum, já que essa é uma reação natural à perda frente aos desafios que permeiam nossa trajetória na vida. O detalhe é que às vezes esse sentimento de tristeza se torna intenso, duradouro...ou mesmo...permanente.

Na condição de saúde, a tristeza leva o indivíduo a sentir o mundo vazio e sem sentido, enquanto que na DEPRESSÃO, a tristeza faz o indivíduo se sentir vazio, sem valor e com grande sentimento de culpa. Apurar o limiar entre tristeza e depressão exige um olhar clínico. Pois, do contrário, pode-se inferir valores inadequados ao indivíduo, como: desocupado, desinteressado, preguiçoso, revoltado, nervoso e outros mais.

A Depressão é uma síndrome psiquiátrica e acomete cerca de 3 a 5% da população em geral. Nos casos em que o indivíduo já apresenta um quadro clínico, a depressão chega a representar 5 a 10% da população ambulatorial. Além desses, a depressão pode estar relacionada a dificuldades acadêmicas, problemas de ordem sexual, abuso de drogas, desordens de conduta, transtorno de ansiedade, déficit de atenção, pânico, desordens alimentares e outros.

Na maioria dos casos o diagnóstico conclusivo é feito a partir da presença de ao menos dois desses três sintomas: tristeza permanente, perda de interesse e de prazer por coisas que até então eram tidas como agradáveis e presença de energia reduzida, demonstrada por sintomas de cansaço mesmo em atividades banais.

Ao olhar a atualidade, podemos deduzir que a DEPRESSÃO também está no contexto em que o indivíduo está inserido. Por exemplo: desde o nascimento até a formação adulta o indivíduo recebe investimentos com o objetivo de que ele vá ocupar um lugar na sociedade, idealizado no contexto famíliar. Quando o indivíduo se vê aquém dessa expectativa social, ele sente vergonha de não corresponder ao ideal proposto e desenvolve uma condição para que a DEPRESSÃO se instale.

Nesse caso, o indivíduo depressivo deixa de sentir a culpa, para sentir um vazio dentro de si, implicando na vivência de um sentimento de inadequação, de déficit do desempenho, de insuficiência vexaminosa e de cansaço de ser o que é. A Depressão representaria uma espécie de contrapartida negativa da valorização externa do desempenho e da capacidade de estar plenamente à altura das próprias expectativas ideais.

Observa-se no depressivo que a sua subjetividade está danificada, pois, lhe falta perceber em si mesmo os próprios desejos e a capacidade de desenvolver a condição para pensar e construir o caminho que lhe dê o sentido de vida.

Sem o desenvolvimento, esse indivíduo vive encolhido, sofrido e ameaçado.

Para mais informações, procure um especialista.

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