A GERAÇÃO CONECTADA ÀS TECNOLOGIAS DIGITAIS: influências sobre a infância e adolescência.

24/07/2017 imprimir


Os pais têm grande influência no desenvolvimento de seus filhos. No ambiente familiar os filhos adquirem os valores e ensinamentos que implicam na formação de identidade de cada um.

Pião, pipa, bonecas, bicicletas, carrinhos, bolas, patins, amarelinha, pique-esconde, pega-pega, queimada, betes, policia-ladrão são utilizadas pelas crianças através do princípio da observação e imitação dos pais, como também da ajuda e apoio deles.

Atualmente, as crianças nascem em ambientes repletos de tecnologia digital como a TV, videogames, tablets, notebooks, computadores e smatphones e vão se envolvendo cada vez mais cedo na utilização desses dispositivos através da mediação dos pais. As principais atividades das crianças são: jogar jogos, ver vídeos e ler ebooks.

A partir dos 9 anos, os adolescentes, parecem definir tendências para utilização de tecnologias, como a internet e os smartphones.Como essa tecnologia interfere no cotidiano da criança e do adolescente?

A pesquisa realizada pela AVG Technologies com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos conseguem usar jogos de computador, 47% sabem como usar um smartphone, mas apenas 14% são capazes de amarrar os sapatos sozinha. No caso das crianças brasileiras, o levantamento apontou que 97%das crianças entre 6 e 9 anos usam a internet e 54% tem perfil no facebook.

Percebe-se que quando há a prática de boa interação entre pais e filhos no mundo digital, ocorre a troca de aprendizagem entre eles, exploram as tecnologias e as suas possibilidades, e negociam regras, num processo que se desenvolve mais ou menos no mesmo ritmo que o crescimento das crianças.

Entretanto, percebem-se também estilos de famílias onde há baixo envolvimento dos pais quanto às práticas digitais das crianças, não se dão conta da exposição da criança aos riscos online, ou ainda, não percebem o potencial pedagógico que esses dispositivos possam ter, considerando-os apenas como brinquedos ou entretenimento.Os adolescentes, como mais suscetíveis à transformação tecnológica herdam a tendência de adquirir um vicio, isto é, acabam por priorizar suas atividades nesse mundo virtual ou ainda a confundir o mundo virtual com o real. Por exemplo, através dos jogos podem ser ou fazer o que quiserem.

Outra questão que permeia suas vidas é o isolamento social, que compromete sua capacidade de socialização, pois na adolescência a capacidade social se amplia com a participação nos diferentes grupos e se percebe que a interação dada no meio eletrônico, muitas vezes é caracterizada pelo contato superficial ou de falsa intimidade. Além disso, o grande acesso à informação não lhes garante o conhecimento ou a aprendizagem, pois para que isso aconteça seria necessária uma reflexão e uma criticidade das informações recebidas, o que muitas vezes não acontece, devido à ansiedade em obter informações e não em apreendê-las.

Como medir esse tempo?Segundo pesquisas, a superexposição a esses dispositivos causam danos à saúde e está relacionada ao déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade e problemas em lidar com sentimentos como a raiva. Além disso, pode ocorrer ganho de peso e obesidade, diabetes, privação do sono, agressividade e comportamento antissocial, confusão entre realidade e fantasia, isolamento, depressão e risco de dependência por tecnologia.

Os pais podem usar do bom senso e das informações para a definição desse tempo, juntos aos filhos que também devem se conscientizar e se responsabilizar pelo uso adequado dessa tecnologia. Além disso, propiciar e incentivar práticas de atividades físicas, culturais ou sociais ajudam na complementação do desenvolvimento para a maturidade desses filhos.

Outros aspectos a serem considerados pelos pais são quanto ao conteúdo pesquisado por seus filhos, pois o acesso a conteúdos inadequados pode promover prejuízos e dissabores.

A interação entre pais e filhos, através de diálogos, atividades conjuntas e harmonia no ambiente familiar, possibilita um acompanhamento mais confiável entre as partes.

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